O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/08/2020

Durante o século XVI, muitos portugueses ao chegarem no Brasil ficaram fascinados pela sua fauna, por conta disso, muitos animais silvestres foram levados para a Europa para serem comercializados. Atualmente, o comércio desses animais é proibido por lei desde 1967, a qual colocou esses bichos como propriedade Estatal. Entretanto, nota-se, na contemporaneidade, a persistência dessa prática, mesmo que de forma ilegal, colocando em risco a existência de diversas espécies de vida selvagem. Este crime pode ser significativamente minimizado, desde que acompanhada da conscientização coletiva para que a compra destes animais seja reduzida, junto de uma melhor prática de controle ambiental para identificar tais criminosos.

Em primeira análise, é evidente que a falta de informação dos perigos deste crime ambiental é um dos fatores que aumenta a sua atividade, pois esses bichos, por serem traficados, não são vendidos de forma de forma legalizada, o que dificulta a sua fiscalização e não garante que o vendedor irá apresentar a maneira correta de como se deve cuidar do animal. Não só podem sofrer mal cuidados como também a retirada de um animal exótico da natureza, acarreta em diversos problemas ecológicos, o que pode causar a extinção de diversas espécies. Desse modo, a falta de informação dos perigos desse comércio por parte dos compradores causa uma dilatação nos problemas ambientais no país, o qual contribui para a perda de espécies nativas no Brasil.

Além disso, a falta de uma boa fiscalização para a identificação desses animais é alvo de preocupação, pois, segundo a Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), a estimativa é de que todo ano 38 milhões de espécimes sejam retiradas da natureza brasileira. Destes 38 milhões é estimado que apenas 5% é resgatado para os centros de triagem. Entretanto, esses centros não possuem as condições ideais para os cuidados dessas espécies. Seguindo essa linha de raciocínio, percebe-se que as medidas atuais para o controle desses animais ainda é precário e precisa ser reestruturado, pois sem essa renovação torna-se inviável tal ação.

Depreende-se, portanto, a relevância de melhores práticas no combate do comércio ilegal de animais no Brasil. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente invista na conscientização da sociedade sobre os malefícios causados pelo tráfico, por meio de propagandas e anúncios, a fim de diminuir a número de possíveis clientes para os criminosos. Ademais, apoiar financeiramente pesquisas que estudam maneiras eficazes de identificar a origem de determinado animal para reconhecer se este veio de uma organização ilegal. Dessa maneira, será possível que uma prática vinda desde o século XVI possa ser drasticamente reduzida.