O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/07/2020
Há cerca de 30 mil anos, ainda na pré-história, o ser humano tinha a mesma capacidade de sobrevivência em comparação com outras espécies animais, só com a revolução cognitiva o homo sapiens conseguiu criar um certo domínio sobre a natureza e os animais. Sendo assim, na história da humanidade, o homem nunca teve uma relação de equilíbrio com os outros animais e sim de desarmonia . Dessa , o tráfico de animais silvestres é uma forma moderna de coisificar os animais, e isso está relacionado a visão de superioridade do ser humano para com a natureza. Nesse contexto, o Brasil é um alvo do tráfico de animais, devido a sua grande biodiversidade que da aos consumidores um maior leque de opções. Sob esse ângulo, fica evidente a necessidade da sociedade brasileira construir uma nova visão sobre a sua relação com os animais, visto que, o comércio ilegal acarreta sérios problemas ambientais, e o principal é a extinção de espécies nativas, muitas vezes porque elas são caçadas, vendidas e tratadas de forma inadequada. Dessa forma, os animais são coisificados e utilizados como adornos para a diversão do ser humano.
Além disso, a relação de superioridade que o ser humano tem com as outras espécies provocou a falta de homeostase do homem com o planeta. De maneira análoga, no filme Planeta dos macacos, uma espécie de chimpanzés passa por uma revolução cognitiva muito parecida com a dos humanos e começa a questionar a coisificação e inferioridade que lhes foi imposta.Sendo assim, o filme nos traz uma reflexão importante, os animais também sentem dor, fome, frio ou calor e merecem mais respeito, pois suas vidas são importantes para a homeostase do planeta. Dessa maneira, o comércio de animais precisa passar por uma reformulação.
Destarte, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), deve aprimorar a sua fiscalização e preparo dos seus agentes no combate ao tráfico de animais, por meio de um curso que qualifique a inteligência do IBAMA, para que assim as investigações sejam agilizadas e dessa forma, os animais em cativeiros clandestinos serão mais rapidamente resgatados e tratados para voltar a vida na floresta. Além disso, é necessário que o Estado construa por meio de campanhas educativas uma nova ética, a qual o cidadão não trate o animal como um simples adorno e passe a respeitar a vida animal e a sua importância no planeta. Dessa forma, a sociedade entrará em homeostase com a natureza.