O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 01/08/2020
A animação Rio narra a história de uma Arara Azul em extinção, que é contrabandeada por meio do tráfico de animais. A trama mostra ainda: animais silvestres sendo capturados em seu habitat natural, a venda deles no mercado ilegal e a dificuldade de animais que viveram em cativeiro durante toda a vida se inserirem de volta ao seu habitat. Fora da ficção o comércio ilegal de animais é uma realidade, muitos animais silvestres, que são aqueles não domesticados e que vivem em ambientes naturais, tem sua história de vida parecida com a dos personagens. São caçados, separados de seu ecossistema, vendidos de forma ilegal tanto em território brasileiro quanto exportado, vivem em cativeiros, viram animais domésticos, couro, tapete e troféu.
A fim de combater esse tráfico de animais silvestres, no ano de 1967 foi a criada a lei número 197 que proíbe o comércio, a caça, assim como produtos para essa prática, a perseguição e apanha da fauna silvestre brasileira. Entretanto apenas essa lei não foi suficiente para solucionar o problema. Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) cerca de 38 milhões de espécimes são capturados de seus ambientes naturais por ano no Brasil, sendo 80% deles aves, e maioria tem como destino os cativeiros domésticos. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), destes milhões capturados apenas 1121 animais foram apreendidos no ano de 2019, só no mês de julho de 2020 o número subiu para mais de 1500.
Segundo o diretor do RENCTAS a dificuldade de combater esse crime esta na baixa fiscalização, nas punições brandas, e na tecnologia. Com o acesso a internet e aplicativos que permitem o contrato entre o vendedor e o comprador, os locais físicos utilizados para venda deixaram de ser usados, e as plataformas digitais viraram o meio por onde a compra está sendo feita. Em apenas cinco meses mais de 3,5 milhões de mensagens envolvendo a venda de animais silvestres foram trocadas.
Para resolver esse impasse é necessário que o poder Legislativo crie um decreto junto a biólogos e veterinários visando endurecer as penas designadas para as pessoas que cometerem crime de comércio ilegal de animais silvestres, tanto vendedores como compradores, e que também vise a proteção dos animais e seus ecossistemas. Além disso o IBAMA, as secretarias do meio ambiente, e a Delegacia de Crimes Cibernéticos, deveriam se unir para rastrear mensagens e perfis relacionados com o comércio ilegal de animais, e assim encontrar locais de onde elas foram realizadas e os autores delas, quebrando assim redes de tráfico. É também necessário que educadores, biólogos e as prefeituras se unam para produzir atividades que ensinem a importância de se ter apenas animais domésticos e autorizados pelo IBAMA, diminuindo assim o mercado consumidor e o comércio.