O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/08/2020

Em 2020, ocorreu um caso que ganhou grande repercussão nas mídias, um jovem, médico veterinário, foi picado por uma cobra e ficou em coma. Dessarte, órgãos responsáveis, descobriram que ele tinha, ilegalmente, diversas espécies de cobras, entre elas, algumas estrangeiras. Esse fato, abriu uma grande discussão a respeito do tráfico de animais silvestres. É indiscutível que se esse comércio existe, é porque tem consumidores, diante disso, é necessário não só uma maior fiscalização pelo IBAMA, como também, a elaboração de um projeto de conscientização.

Entretanto, a fiscalização é necessária também nos órgãos públicos, uma vez que, no mesmo caso citado anteriormente, a secretária do Cetas- Centro de triagem de animais silvestres, assumiu publicamente que foi responsável pelo acesso do médico veterinário a algumas cobras. Ou seja, quem deveria cuidar desses animais, estava participando de um ato ilegal, ela justificou dizendo que era destinado a estudos, mas mesmo sendo para pesquisas, é preciso toda documentação. Ademais, o tráfico de animais silvestres vai além de somente estudos, existem também os colecionadores, e os que compram para domesticar.

Logo, esses consumidores, muitas vezes, não possuem conhecimento  ou condições suficientes para cuidar desses animais, colocando-os em situações precárias, por puro prazer e satisfação de seus desejos. Outrossim, esses bichos ao serem retirados de seu habitat, podem gerar diversas consequências ao planeta, uma delas é a extinção da espécie, e dependendo dos casos, afetando no processo natural da cadeia alimentar.

Portanto, para que esse comércio se torne inexistente, é necessário que a polícia ambiental torne mais rígida a fiscalização, através de visitas semanais a órgãos responsáveis, e ao IBAMA sobre a fiscalização sobre os cidadãos brasileiros. Além disso, a elaboração de projetos educacionais escolares, com palestras, passeios a parques e zoológicos devem ser colocados, afim de conscientizar as crianças, para que elas se tornem adultos responsáveis no futuro e ajude no combate a esse mercado ilegal.