O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 31/07/2020

Em 2015,o rompimento de uma barragem de rejeitos minerais na cidade de Mariana,no estado de Minas Gerais,além de causar a morte de inúmeras pessoas também acarretou a contaminação do rio Doce,destruindo a fauna e a flora local gerando prejuízos irrecuperáveis.Infelizmente, outra problemática semelhante é uma realidade no Brasil,como se revela pelo comércio de animas silvestres,que além de levar espécies inteiras a extinção,causa também prejuízos ambientais.

Em primeira análise,cabe ressaltar que apesar de ser crime,o comércio de animais silvestres é uma prática recorrente no Brasil.Por ser uma atividade altamente lucrativa,movimentando mais de 20 bilhões de dólares por ano,a sua prática ocorre de maneira massiva,retirando inúmeros animais de seu habitat natural.De acordo com dados do IBAMA,no Brasil ocorre a retirada anual de mais de 30 bilhões de exemplares animais de florestas e matas,sendo cerca de 4 bilhões contrabandeados ilegalmente.

Além disso, é importante analisar o prejuízo ambiental que essa prática provoca.O alto índice da retirada de animais de seu habitat natural pode acarretar um processo ainda mais acelerado de extinção algumas espécies,como aves,primatas e cobras,pois são os mais comercializados.Soma-se a isso o desequilíbrio ecológico que a prática provoca,pois essas espécies exercem papel fundamental no controle populacional de outros animais e também atuam no processo de polinização,fundamental para a reprodução de outros animais.

Portanto,urge que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse.Cabe a polícia Militar ambiental,juntamente com o Ministério do Meio Ambiente,realizar uma ação conjunta para combater o comércio ilegal,por meio de investigações e fiscalização de regiões mais afetadas,como no Norte e Nordeste,com a finalidade de punir aqueles que persistirem na prática ilegal,seja por meio de multas ou outras implicações penais.