O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 31/07/2020

A animação brasileira “O Rio” retrata a história de Blu, uma arara azul, vítima de contrabando, que devido a sua vida doméstica nunca aprendera a voar. Para além da ficção, atualmente, milhares de animais são retirados de seu local de origem, torturados e vendidos sem qualquer controle orientação de tratamento. Dessa forma, as consequências ecológicas e sanitárias dessa problemática devem ser analisadas.

Segundo o Paul Watson, diretor da Green Peace, a inteligência humana é definida pela sua capacidade de conviver em harmonia com o meio ambiente e com as demais espécies. Diante disso, quando um animal é retirado de seu nicho, não só a sua identidade como animal, mas também toda uma cadeia alimentar é ameaçada e desequilibrada. Logo, o expressivo número de espécies traficadas no Brasil demonstra a dimensão da ignorância da população quanto aos efeitos dessa prática para a natureza.

Além disso, questões de saúde pública podem atingir o bem-estar civil quando o meio silvestre é invadido. Diante disso, apesar dos ricos que o meio urbano pode apresentar aos animais- como atropelamentos e choques-, a expansão das cidades e a aproximação do homem com outras espécies aumenta a transmissão de várias doenças perigosas. Assim, doenças como a febre amarela silvestres, leptospirose, raiva e o vírus responsável pela pandemia de COVID-19 só atingiram o ser humano porque determinados organismos foram retirados de seu ambiente natural.       Dado o exposto, é mister impedir que a intromissão humana destrua o fluxo orgânico do meio animal. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação, por meio da parceria com ONGs Ambientalistas, criar o projeto “Bicho Amigo” no qual, a partir da interdiciplinaridade de matérias como biologia e geografia, as crianças seriam educadas para proteger e zelar pelas outras espécies, com o objetivo de tornar real o pressupostos de Watson e formar adultos conscientes.