O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/08/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do comércio ilegal de animais. Nesse sentido, a comercialização tem como causa o consumismo e encontra espaço na carência de aplicações de leis severas.

Convém ressaltar, a princípio, que o consumismo é um fator determinante para a persistência do problema. Assim, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é uma termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão do mercado ilegal. Platão contribui para a discussão ao definir que o amor (Eros) era o desejo por aquilo que não se tem. Por isso, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo, gerando, então o consumismo, que tanto corrobora para o tráfico de animais silvestres, dificultando sua resolução.

Em consequência disso, surge a questão da insuficiência de leis, que intensifica a gravidade do problema. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse parâmetro, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Portanto, sem base legal qualificada, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais o problema .

Torna-se imperativo, portanto, modificar a visão da população acerca das leis. Isto pode ocorrer através de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovendo palestras e debates em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem atuantes e entendam o propósito das leis à resolução de problemas como o comércio ilegal de animais silvestres. Sendo assim, ressalta-se a relevância de resolver este impasse no momento atual, pois, como defendeu Martin Luther King “Todo hora é hora de fazer o que é certo”.