O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/08/2020

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, é uma autarquia do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e tem, entre suas atribuições, a preservação da fauna e flora do Brasil. Porém, este programa é incapaz de regular de forma total,  o tráfico ilegal de animais silvestres, que em muitas vezes, estão ameaçados de extinção. Fazendo assim, crescer o número de caçadores e compradores desse tipo de produto. Entretanto, o que impede a resolução da problemática é a forma lógica acerca da importância de animais silvestres pro ecossistema brasileiro.

Primeiramente, é importante destacar as causas e consequências sobre o problema. O alto valor lucrativo do comércio de animais raros leva milhares de pessoas a adentrarem mata brasileira em busca desses animais para a comercialização; e por ser de difícil obtenção, há sim uma grande demanda de pessoas interessadas em comprar esses seres, como por exemplo, para decoração ou coleção. Logo, por ter um alta oferta e demanda, gera um ciclo, que se continuar como está, só irá acabar quando as espécies se extinguirem. Gerando, por consequência, um desequilíbrio na cadeia alimentar, e como esperado pela ecologia, desencadeia a extinção de todas as espécies terceiras que dependiam desses animais silvestres para a sobrevivência.

Seguidamente, vale também ressaltar o que impede a resolução desse empasse. Igualmente ao pensamento de Immanuel Kant que o juízo analítico, formado pelo princípio da não contradição entre premissa e sujeito, é capaz de assegurar a pura verdade; é possível analisar a situação do comercio de animais silvestres. Dessa forma, a conservação é o sujeito na visão de Kant, as leis firmes contra esta prática, a premissa. Assim sendo, quando o governo tem uma lógica contrária, em que a premissa viola o sujeito ( falta de conhecimentos biológicos acerca da importância das espécies para a fauna brasileira, acarretando na morte de milhares de indivíduos) a verdade é violada, dificultando a resolução da problemática

Portanto, é mister que o estado tome as devidas atitudes para amenizar o empecilho. Urge assim, que o Ministério do Meio ambiente, órgão responsável pela administração e proteção da biodiversidade nacional, reformule o programa do Ibama sobre a caça e comercio de animais ilegais. Por meio de um requerimento em apoio com o sistema de justiça, para que reformule a lei visando sempre a vigilância máxima nos pontos de maior densidade biológica, ou seja, tenha uma organização fixada em cada local que há alta ocorrência de caça. Para que assim, irá diminuir a quantidade de animais retirados da natureza, aumentando sua população, acabando com o ciclo do oferta e demanda e indo de acordo com a lógica kantiana.