O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/08/2020

No famoso filme brasileiro “Rio”, é retratado a história de uma espécie de arara azul que está em extinção e mostram como ela pode ajudar para a perpetuação da espécie, porém os traficantes ilegais de aves tentam capturá-lo, para assim, vendê-lo. De maneira análoga à história fictícia, a questão do comércio ilegal de animais silvestres, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à manutenção da biodiversidade e a preservação dos animais nativos. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à fiscalização e a negligência de parte da população que compra esses animais contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para fiscalizar e punir traficantes de animais silvestres no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério do Meio Ambiente exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a manutenção e fiscalização da fauna brasileira, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, diminuir o tráfico de animais, e assim fazer com que a biodiversidade  seja preservada.  Desse modo, o Governo atua como agente passivo no que tange o supervisionamento de práticas ilícitas de comércio de animais. Logo, é substancial a mudança desse quadro deletério.

Outrossim, é imperativo pontuar que o comércio ilegal de animais só existe porque há pessoas que os adquirem, quando não poderiam ser comercializados legalmente. Segundo Paul Watson, co-fundador e diretor da organização Greenpeace, “inteligência é a habilidade das espécies de viver em harmonia com o meio ambiente”. Dessa forma, uma população mais ciente de que o comércio ilegal de animais é um crime, aliada com uma fiscalização mais efetiva e frequente, diminuiriam a comercialização ilegal. Consequentemente, haveria uma maior manutenção fauna.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para que o comércio ilegal de animais silvestres seja erradicado. Posto isso, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil e profissionais da área de biologia, lançar um Plano Nacional de Manutenção da Fauna Silvestre, a fim de preservar a biodiversidade do país. Tal plano deverá focar, principalmente na fiscalização das florestas, criadouros clandestinos de animais e observação das rotas de comércio já usadas. Ademais, o Governo Federal, por meio de suas redes sociais deve ampliar o alcance dos debates para manter uma maior parte da população informada e criar canais de denúncias anônimas. Dessa maneira, a situação vivenciada em “Rio”, onde os traficantes de animais faziam o comercio tão facilmente deixe de ser uma realidade tão frequente.