O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 02/08/2020

O filme “Rio” retrata o tráfico de pássaros no Rio de Janeiro, resultando no risco da extinção da Arara Azul. Não distante disso, a caça e comércio ilegal de animais silvestres ainda é um ato comum no Brasil, pondo em perigo a vida e a extinção das espécies capturadas. Desse modo, ressalta-se a falta consciência populacional e o consumismo como os principais pilares da problemática.

De início, nota-se que a conscientização populacional é um importante fator para que haja uma redução aos números de animais enjaulados. Nessa ótica, segundo o filósofo Imannuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Com isso, fica perceptível que a educação pode alterar a realidade de compras de animais no comércio clandestino e ao risco em que a captura desses animais pode ocasionar à biodiversidade.

Ademais, conforme o escritor português José Saramago, “Há uma cultura de banalização, tudo é banal, tudo está sujeito ao consumo”. Dessa forma, percebe-se que o principal incentivo para o tráfico de animais é o enorme número de vendas, pois, apesar de ser ilegal, existe uma banalização na sociedade.

Portanto, urge que o Ministério da Educação introduza nos sistemas de ensino públicos e privados, por meio de profissionais capacitados em ministrar palestras, o programa “Educação Ambiental”, com o fito de estimular desde cedo os jovens a importância de preservar as espécies e alertar os riscos em que o ato de comprar animais silvestres pode ocasionar para todo o planeta. Somente assim, o cenário visto no filme Rio será somente uma animação.