O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 03/08/2020
A animação “Rio”, popular entre o público infantil brasileiro, retrata, através da perspectiva de um casal de araras azuis (cuja espécie se encontra em extinção), o contrabando de aves no território. A questão abordada do comércio ilegal de animais silvestres é extremamente pertinente no cenário atual para o futuro do país, da fauna que se encontra nele e toda a sua biodiversidade. O enfrentamento eficiente desta prática ilícita é essencial para a manutenção das espécies e, por conseguinte, de todo o equilíbrio ecológico, direito e necessidade dos cidadãos.
Primeiramente, como ilustrado no filme, o comércio ilegal de animais (principalmente para o abastecimento do mercado de animais de estimação) contribui para a extinção de espécies. Mesmo que os animais sobrevivam ao transporte em situação insalubre e cruel (sem atenção às suas necessidades e seus diferentes nichos ecológicos), muitos espécimes, mais endêmicos não se adaptam aos cativeiros. Ademais, espécies em perigo são justamente as mais exóticas e com grande demanda nesse mercado criminoso.
Além disso, um meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito de todo o cidadão brasileiro, garantido pela constituição federal de 1988, depende da biocenose, das populações (do fator biótico). Cada indivíduo na natureza estabelece relações ecológicas e faz parte de sua teia alimentar, cujo equilíbrio parte da interdependência. A falta de uma espécie interfere necessariamente na vida de todas as outras que se relacionam com ela, o que compromete todo o ecossistema, essencial para a qualidade de vida humana.
Desta maneira, a fim de garantir a preservação da fauna brasileira, da biodiversidade e do equilíbrio dos ricos biomas, é necessária uma otimização dos pontos principais do enfrentamento do tráfico de animais silvestres: fiscalização e conscientização. O ministério do meio ambiente deve investir em novas técnicas de identificação (genética) da origem de espécimes comercializados (se foram gerados em cativeiro ou não) e nas ONGs de acolhimento e reabilitação de animais após a apreensão. Este deve também, em parceria com os meios de comunicação, intensificar as propagandas de conscientização contra a compra de animais de origem ilegal.