O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 10/08/2020

No ano de 2020, uma espécie de naja, não nativa do país, é resgatada após picar um estudante de veterinária que comercializou ilegalmente o animal, trazendo-o para o Brasil. Infelizmente, crimes como o contrabando e o tráfico desses animais silvestres são muito comuns nesse país sul-americano. Tal fato se deve não só à uma cultura exploratória praticada pelos primeiros desbravadores dessa terra, mas também pela ineficiente política aplicada para combater o problema.

A priori, vale ressaltar que o costume de explorar a fauna e a flora brasileira se originou da colonização dos portugueses. Nesse contexto, é notório que a mercantilização de animais diferentes para entreter e encantar os europeus, tornou-se uma prática incorporada na sociedade brasileira, visto que a comercialização ilegal continua acontecendo em larga escala. A título de exemplo, segundo o IBGE, 35 milhões de animais são retirados todos os anos de seus habitats de maneira ilegal.

Outrossim, segundo Aristóteles, “A política deve ser usada de modo que o equilíbrio seja alcançado”, logo, o desequilíbrio natural que ocorre devido ao comércio ilegal de animais é fruto de uma política mal aplicada. Nesse sentido, é válido salientar que a fiscalização desse crime no país é ineficaz devido, principalmente, à imensa expansão territorial do Brasil. Além disso, o conjunto de leis punitivas para esses criminosos são leves, o que gera um sentimento de impunidade sobre eles, incentivando-os a continuar praticando o delito.

É inegável, portanto, a necessidade de melhorar os meios para o combate ao comércio ilegal de animais silvestres. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação promover discussões sobre o assunto, por meio de palestras, a fim de conscientizar a nova geração sobre os problemas desse crime. Para mais, cabe ao Legislativo, em parceria com o Executivo, criar leis mais severas e aumentar a fiscalização, por meio da contratação de mais profissionais, a fim de diminuir essa prática. Desse modo, casos como o do estudante serão mais raros de acontecer.