O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 18/08/2020

Rio, é um filme de animação norte-americano, produzindo em 2011 pela Fox Filmes e de grande sucesso mundial. Dentro desse universo animado, pode-se destacar a relação dos personagens com o comércio ilegal de animais silvestres. Uma vez que, “Rio” retrata a história de uma arrara-azul chamado Blu que ao nascer foi capturado na floresta do Rio de Janeiro e levada para os Estados Unidos. Fora da ficção o personagem é um exemplo de um fenômeno muito comum no Brasil: o tráfico de animais  silvestres. Nesse âmbito pode-se destacar que essa problemática persiste por ter raízes sociais.

Nesse contexto, conforme a ONG Rede Nacional do Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil, cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais anualmente. Entretanto, é sabido que a fiscalização e o combate ao problema enfrenta desafios, uma vez que os locais onde os animais são apreendidos não são os mesmos em que foram capturados. Além do mais, a captura e a venda de animais silvestres e seus subprodutos não estão concentrados em apenas um local e possuem destinatários divergentes. Podem ser vendidos  via internet, e feiras ilegais.

Concomitantemente, o tráfico de animais contribui bastante para o desequilíbrio ecológico, gerando uma mudança abrupta na cadeia alimentar, reduzindo de forma significante a biodiversidade de determinada região. Ademais, os problemas dessa prática atingem também os seres humanos, pois micro-organismos existentes nos animais silvestres, como vírus, bactérias e fungos, podem causar o surgimento de doenças e a sua disseminação entre a população.

Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente crie brigadas em parques nacionais e em áreas de preservação, aumentando assim a fiscalização e a proteção dessas localidades. Além disso, é preciso que o poder legislativo crie um projeto de lei que vise aumentar a penalidade para os transgressores da lei de N° 5.197 que protege a fauna silvestre brasileira.