O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 24/08/2020
O tráfico de animais exóticos no Brasil tira em média, 38 bilhões de espécimes de seu habitat natural por ano, de acordo com um estudo da Renctas (Rede nacional de combate ao tráfico de animais silvestres). Esse grande fluxo de movimentação interfere diretamente no equilíbrio do planeta, uma vez que desbalanceia toda a cadeia animal de determinado local.
Em síntese, segundo a Renctas, o contrabando de animais movimenta 20 bilhões de dólares em todo o país, alimentado não só pelos traficantes, mas também por quem compra esses animais ilegalmente. A criação desses animais em casas comuns é extremamente problemática, visto que a pessoa não tem recursos e treinamento suficiente para lidar com determinadas espécies, assim como o acidente que repercutiu recentemente, no qual o estudante Pedro Henrique foi picado por uma cobra naja, segundo matéria do G1.
Além disso, existe também o fato de que redes de tráfico de animais atuam sob imensa crueldade, os bichos sofrem uma bruta retirada de seu habitat natural, oque por si só, já desregula toda a cadeia animal daquele local. São vítimas de maus tratos, recebem uma péssima alimentação e ficam em cárcere por mais da metade de sua vida, assim como mostra uma recente campanha de prevenção da Renctas.
Por conseguinte, é impresindível que o poder judiciário intervenha, por meio de fiscalizações e operações, a fim de derrubar a rede de tráfico de animais exóticos. Com parceria com a Renctas, a mídia promoverá campanhas para alertar a população, a propósito de conscientizar e diminuir a demanda por bichos silvestres, enfraquecendo assim a rede de baixo para cima.