O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/08/2020
O filme “Rio” retrata a história de uma ave nativa das florestas brasileiras, denominada de arara-azul, a qual está em risco de extinção, pelo fato do alto valor no mercado negro. Além disso, a obra cinematográfica buscou levar ao público a realidade dos tráficos que envolvem os animais silvestres, os quais são transportados em situações precárias. Nesse âmbito, fica visível que a exploração animal é uma problemática para a sociedade brasileira, devido à ineficácia das leis que protegem esses seres vivos e ao alto número de contrabando.
Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que corrobora para a perpetuação da exploração animal. No entanto, de acordo com a Constituição, é dever do governo reprimir os abusos e as atrocidades contra os animais, posto que esses seres são indefesos perante o homem. Tal fato demonstra-se como uma incoerência, já que o combate ao tráfico e aos maus tratos não são realizados na prática. Desse modo, contribui-se para a permanência desse tipo de atitude negativa na sociedade.
Outrossim, vale ressaltar que várias espécies correm risco de extinção, dado que o comércio ilegal aumenta cada vez mais. Nessa perspectiva, conforme o Instituto Brasileiro Do Meio Ambiente (IBAMA), o tráfico de animais cresceu cerca de 15% na última década, o que totaliza a retirada de 38 milhões de animais do seu habitat. Sob tal ótica, percebe-se que esses atos criminosos causa o esvaziamento das florestas brasileiras, o que provocará o desequilíbrio ambiental, uma vez que esses indivíduos têm uma função ecológica. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a preservação da fauna brasileira.
Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de comércio ilegal de animais silvestres, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com instituições midiáticas, propor uma reeducação sociocultural, mediante campanhas educacionais, em jornais, livros e palestras nas escolas, com o intuito de conscientizar a população acerca da exploração animal. Em seguida, devem incorporar e ampliar fiscalizações em áreas florestais, por meio de verbas governamental e concursos públicos, para que diminua o percentual de contrabandos apresentado pelo IBAMA. Por fim, será possível caminhar para uma sociedade solidária e consciente.