O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 07/10/2020
O filme “Rio”, expõe a história de uma arara azul que é capturada pelo comércio ilegal de animais. Embora a animação tenha um desfecho feliz, não é essa a realidade de diversos animais silvestres e, infelizmente, muitos acabam morrendo nessa captura. Desta forma, a impunidade e a crença da superioridade do homem em relação aos animais são fatores que colaboram para o comércio ilegal, sendo necessário solucioná-los.
A princípio, o homem, muitas vezes, acha que domina os animais e isso o legitima para os maus tratos e a captura deles. Historicamente, no Brasil, diversos animais silvestres eram sequestrados e vendidos a céu aberto, o que gerava a sensação de algo comum, além de superioridade do homem ao animal, visto que são vendidos para colecionadores, fins científicos e até pets. Contudo, segundo o Panorama do Tráfico de Animais Silvestres, qualquer animal que foi criado fora de cativeiro, assim como os seus filhotes e habitats, pertence ao Estado e não pode ser comercializado.
Outrossim, a impunidade nos casos é evidente. Mesmo sendo considerado um dos maiores tipos de tráfico ilegal no mundo, a captura de animais silvestres é reforçada por penas irrisórias, como pagamento de cestas básicas e multas, o que contribui para o despreparo das operações e a impunidade. Conforme uma reportagem do site G1, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados da fauna brasileira todo ano, o que confirma a ausência de uma punição eficaz.
Por tudo isso, enfrentar o comércio ilegal de animais silvestres não deve ser ficção, mas realidade. Sendo assim, o Ibama, em conjunto com ONGs voltadas para questões ambientais, deve criar um plano de monitoramento das fronteiras, biomas e rodovias brasileiras, por meio de fiscalizações periódicas em locais suspeitos e instalação de câmeras em lugares estratégicos, a fim de combater o comércio ilegal de animais silvestres. Ademais, o legislativo deve elaborar uma lei que inclua penas mais severas aos traficantes e compradores, por intermédio de multas e até prisões caso seja reincidente, gerando punições eficazes e exemplares à sociedade.