O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/09/2020

No filme Rio, os protagonistas são ambos ararás azuis, no qual essa espécie está em risco de extinção, são roubadas para serem vendidas ilegalmente. Atualmente essa realidade é uma grande problemática que ainda persiste, pois mesmo com a lei, desde de 1967, proibindo a caça e o comércio de animais silvestres, os animais continuam sendo comercializados, pelo fato de existir compradores, que sustentam essa ilegalidade.

Convém ressaltar, a principio, que segundo dados do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) a biodiversidade encontrada em um hectare da amazônia é maior do que a de toda Europa. Porém, não há uma proteção adequada para essas especies, a mesma instituição no ano de 2018 afirmou que cerca de 36 milhões de animais são retirados da natureza anualmente por traficantes. Ademais, mesmo que a polícia prenda os criminosos a legislação não diferencia quem traficá e quem adomestica os animais.

Outrossim, nas regiões do Brasil, norte, nordeste e centro-oeste, especificamente, a cultura de apreensão de animais é muito popular. A esse respeito um dado da policia federal revela que 90% dos animais traficados no Brasil são vendidos em sua maioria nessas 3 regiões. Haja vista que, a criação de animais como papagaios e algumas especies de aves é um costume desses lugares. Todavia, grande parte das espécies comercializadas são retiradas da natureza. Dessa forma, um grande números de animais passou a entrar em extinção nos últimos anos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que isso não ocorra urge que o Poder Legislativo crie uma legislação especifica para o tráfico de animais que puna severamente esse crime tornando a pena inafiançável e aumentando a multa de quem possuir ilegalmente. Outrossim, mutirões educacionais devem ser promovidos por parte do Ministério do Meio Ambiente por toda a rede pública de ensino, com o objetivo de alertar sobre as consequências da retirada de animais.