O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 12/09/2020

A obra cinematográfica “Rio”, retrata o tráfico de animais silvestres, na qual duas araras azuis são capturadas no Rio de Janeiro para serem comercializadas no exterior. Fora da ficção, o comércio ilegal de animais silvestres é visto com frequência na esfera social, sendo um panorama que afeta diretamente a fauna brasileira e do mundo. Em vista disso, a impunidade dos contrabandistas e a negligência na execução de fiscalizações corroboram para o acréscimo desse cenário, além de acarretar na extinção de diversas espécies.

Em primeiro lugar, segundo a Rede de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais anualmente. Nessa perspectiva, a permanência dessa conjuntura na sociedade sucede em virtude dos responsáveis pelo tráfico permanecem impunes, sendo algo que implica na perpetuação dessa transgressão. Outrossim, é notório a ineficácia das políticas públicas de fiscalização, visto que indivíduos vendem e compram diariamente sem nenhum impasse para cessar essas ações. Logo, é perceptível que esse panorama fomenta cada vez mais o comércio ilegal de animais silvestres.

Ademais, outro aspecto a ser abordado, é o fato da gradativa extinção de espécies da fauna brasileira e do mundo. Nesse sentido, durante o período pré- colonial, a Coroa Portuguesa realizava expedições exploratórias, nas quais eram efetuadas o tráfico de animais para serem enviados a Portugal e, posteriormente, advir a venda. Dessa maneira, em virtude desse cenário, algumas espécies entraram em extinção em decorrência do decréscimo de suas populações no Brasil. Por conseguinte, é evidente que essas ações foram perduradas no século vigente, sendo algo que favorece o detrimento dos ecossistemas.

Portanto, é necessário a criação de alternativas para atenuar o comércio ilegal de animais silvestres. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), advir fiscalizações por meio de equipamentos tecnológicos inseridos em regiões estratégicas do país, com o objetivo de capturar os contrabandistas que realizam o tráfico de animais e os indivíduos que efetuarem a compra, e com isso ocorrer a punição necessária para cessar essa comercialização ilegal. Além disso, a Polícia Ambiental deve cooperar com as fiscalizações nas fronteiras do país, com o intuito de travar a saída dos animais silvestres para o exterior, e assim interromper com o gradativo detrimento dos ecossistemas em razão da extinção de variadas espécies. Desse modo, será possível manter o comércio ilegal de animais silvestres somente na ficção do filme “Rio”.