O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 07/10/2020
O filme “Rio” é uma animação fictícia que narra a história de uma arara azul, Blue, a qual é vítima do tráfico internacional de animais e é deslocada do estado do Rio de Janeiro, Brasil para os EUA. Analogamente à obra cinematográfica, infelizmente, o comércio ilegal de bichos silvestres é uma realidade nacional. Nesse âmbito, cabe analisar a gravidade do desequilíbrio ambiental provocado por esse mercado ilícito, como também a falta de engajamento político-social dos brasileiros que dificulta o combate a essa intempérie.
Diante desse cenário, é válido pontuar a necessidade de combater o comércio ilegal de animais silvestres, haja vista o quão danoso é o impacto ambiental promovido por essa atividade. Nesse sentido, é comprovado pelas Ciências Biológicas que ao deslocar espécies nativas de seu habitat natural, uma série de relações ecológicas ficam comprometidas e, com isso, o risco de zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos) desconhecidas serem propagadas é ampliado. Prova disso foi a origem da pandemia do COVID-19 (enfermidade que levou muitas pessoas a morte em todo mundo), a qual teve início em um mercado de animais exóticos em Wuhan, China. Dessa maneira, é notório os prejuízos da mercantilização de bichos selvagens, inclusive para os seres humanos.
Outrossim, o baixo empenho da sociedade em eleger governantes preocupados com a questão ambiental atalha o enfrentamento à comercialização de animais silvestres no Brasil. Nessa perspectiva, o líder do governo federal, Bolsonaro, eleito democraticamente, já declarou publicamente ser favorável ao abate de javalis e considerar a caça aos animais silvestres um esporte saudável. Assim, se a população brasileira não escolhe políticos comprometidos com o equilíbrio ecológico, o combate ao comércio ilegal de bichos, dificilmente, será abordado como uma pauta prioritária e assumido com responsabilidade.
Infere-se, pois, a relevante necessidade de combater o comércio ilegal de animais silvestres. Para tal, compete à ONGs ambientais, como o Greeanpeace, em parceria com grandes emissoras de TV, promover campanhas informativas, por meio de propagandas televissivas, sobre os malefícios do tráfico de bichos e sobre a importância de eleger políticos preocupados com causas ambientais. Essas mídias devem ser transmitidas em horário nobre de canais abertos e fazer uso de linguagem apelativa, a fim de alcançar o maior número de indivíduos. Feito isso, é esperado que a a história contada no filme “Rio” se distancie da conjuntura hodierna brasileira.