O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 22/09/2020
Na guerra de Verdum, durante a Primeira Guerra Mundial, os cães protagonizaram um importante papel: evitar que milhares de soldados fossem mortos, uma vez que enviaram mantimentos e mensagens para os franceses, que, dessa forma, conseguiram ganhar a guerra. Esse acontecimento demonstra apenas uma dentre as qualidades dos animais, no entanto, esses perante à sociedade, em sua maioria, não têm suas habilidades respeitadas, sendo explorados e inferiorizados constantemente. Com efeito, a mentalidade de superioridade do ser humano, como também a falta de fiscalização desses atos de crueldade precisam ser combatidos.
Em primeiro lugar, a pouquidade de empatia dos indivíduos por os demais seres é indubitável. Sob esse aspecto, o filósofo Peter Singer argumentava que o homem é especista, ou seja, tem a visão que sua espécie é a melhor. Ocorre que a teoria de Singer se concretiza quando o ser humano possui a cruel atitude de explorar outros seres vivos em prol do seu benefício, não se importando com o bem-estar deles, a exemplo disso são os eventos públicos — como os circos, rodeios — que os silvestres são resignados a um desgaste físico e psicológico apenas para entreter a plateia. Nesse contexto, percebe-se o quanto a integridade dos animais é fragilizada com a falta de sensibilidade dos cidadãos. Sob uma segunda análise, a ausência de fiscalização eficaz permite que a exploração animal persista na sociedade. Embora tenha na Declaração Universal dos Direitos do Animais que nenhum bicho poderá ser submetido aos maus-tratos, bem como à exploração, esses direitos não são congruentes com a realidade, visto que, recorrentemente, eles são objetificados, isto é, substancial parcela dos donos abstraem o fato deles também serem vivos e não são somente uma simples decoração. Tal cenário, infelizmente, é retratado no século XXI, como algo trivial, e por isso os órgãos competentes não se preocupam em fiscalizar. Dessarte, infere-se o quão é importante o combate a tal prática para que essa não seja mais banalizada.
Portanto, fica evidente a urgência da mudança de postura da sociedade no que tange à exploração animal. Para isso, o Ministério da Educação precisa combater esse pensamento de superioridade dos indivíduos nas instituições de ensino por meio de projetos pedagógicos — como palestras, debates —sobre a importância dos animais e a relevância de respeitá-los, a fim de minimizar a exploração sobre esses seres. Em paralelo, o Ministério do Meio Ambiente deve fiscalizar de modo regular os locais onde tenham animais por meio de visitas periódicas, investigando as possíveis explorações e aplicando as multas estabelecidas por lei, com o fito de abolir as irregularidades sofridas pelos seres irracionais. Sendo assim, os animais poderão ser respeitados em todos os momentos, não só nas guerras.