O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 24/09/2020
“Vai juriti,muito cuidado,bico calado,que o homem vem aí”.Passaredo foi uma canção lançada em 1976,pelo cantor e compositor brasileiro Chico Buarque.A música reflete sobre a exploração de animais no século XXI,na qual o autor quer afugentar essas aves do aprisionamento feito pelo homem.De fato,o combate ao comércio ilegal de animais silvestres é um problema persistente,gerado não só pela soberania humana,mas como também pela ineficácia das leis.
Em primeira instância,é improtelável salientar que o homem se vê como dono da natureza.Isso ocorre devido a formação de uma sociedade extremamente egocêntrica e egoísta,a qual visam apenas seus interesses,sem se preocupar com os impactos negativos que causam.Nesse sentindo,o homem,visando apenas o lucro a cima de tudo,tiram animais silvestres de seu habitat natural para os comercializarem.Esse cenário evidencia,então,o quanto a sociedade hodierna é individualista,ilustrando a ideia de modernidade líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman,em que,segundo ele,“as relações escorrem pelo vão dos dedos”.
Ademais,a ineficácia das leis também é um agravante para tal problemática.No artigo 4 da declaração universal dos direitos aos animais,diz que todo animal tem direito de viver em seu habitat natural e que a privação da liberdade vai contra esse direito.Mas,ao se observar a atual conjuntura,onde o comércio ilegal de animais silvestres persiste e onde muito animais não sobrevivem ao transporte,esse direito se torna ineficaz
Fica axiomático,portanto,que é indispensável o combate ao comércio ilegal de animais silvestres,fazendo-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente,juntamente com o IBAMA crie,com recursos do governo,programas de monitoramento por meio de satélites que fiscalizem as matas a fim de assegurar a liberdade dos animais silvestres.Destarte,nenhum animal precisará mais ficar de “bico calado”.