O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 20/10/2020

O filme “Tainá — Uma aventura na selva”, produzido pela Agência Nacional de Cinema, retrata o quadro do tráfico de animais silvestres no Brasil, ao ilustrar o aprisionamento de araras amazônicas para comercialização. Analogamente, fora das telas, a venda indevida de espécies exóticas faz parte não só da realidade brasileira, como também mundial. Nesse sentido, seja para a produção de falaciosos compostos benéficos à saúde antropocêntrica ou para a exibição animalia em espaços particulares, a apreensão de seres não domesticados prejudica a manutenção dos ecossistemas e, por isso, carecem de cuidados.

Previamente, é necessário salientar os variados potencializadores humanos, sem respaldo científico, extraídos dos animais. À medida em que a Terceira Revolução Industrial disseminou a internet pelo planeta, o marketing de produtos foi facilitado, mediante à divulgação de relatos de eficácia não verossímeis. Dessa forma, a aquisição de espécimes silvestres para a confecção de remédios milagrosos, muitas vezes desnecessários, é alarmada. De acordo com o filósofo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Desse modo, conscientizar a população sobre a majoritária ineficácia de cápsulas e substâncias não regulamentadas pela Organização Mundial da Saúde, é essencial para amenizar o ritmo de captura silvestre.

Ademais, a criação de