O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 29/10/2020

O filme nacional Tainá, retrata a realidade de uma pequena indígena defensora da fauna e flora amazônica, em que o comércio ilegítimo de animais é o  tema ´´protagonista`` dessa longa-metragem. Nesse contexto, tal realidade fora das telinhas, é persistente no cenário brasileiro. Diante disso, destaca-se os desafios para combater o tráfico ilegal de animais silvestres, seja pela ineficiência Estado, seja pela falta de informação da sociedade, como fatores desses obstáculos.

Em primeiro plano, vale ressaltar a negligência do Estado, pois é um dos principais responsáveis da existência dessa atividade ilícita. Visto que de acordo com a Carta Magna de 1988, artigo 6, é dever do Estado garantir a proteção da fauna e flora brasileira, para que assim mantenha o ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto esse dever não está sendo cumprido, devido a isso é notória a falta de investimentos em políticas ambientais e uma legislação inapta, desse modo, favorece o tráfico ilegal de animais tornando essa prática cada vez mais comum no país. Como resultado, afeta o turismo, já que é movimentado pela biodiversidade nacional e única mundial, aumenta o desequilíbrio biológico e na pior das hipóteses, favorece as zoonoses, doenças transmitidas entre animais e pessoas .

Em segundo plano, a falta de informação da população também é motivadora da discussão dessa temática. Isso porque, a demanda por animais silvestres e ilegais no Brasil cresce progressivamente, devido o fácil acesso e o baixo custo. Sendo assim, análogo a contribuição social para o contrabando, o filme de animação Rio, narra a triste veracidade do tráfico de aves no país, em razão disso cerca de 38 mi de animais são retirados, por ano, da natureza nativa, segundo  a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de  Animais  Silvestres, entre esses a maior parte são aves. Por conseguinte, muitos animais estão em extinção e o futuro da biodiversidade está ameaçado, dessa maneira providências devem ser tomadas.            Portanto, para que temos uma sociedade defensora dos direitos dos animais, um exemplo futuro de ´´Tainá, medidas são necessárias. Posto isso, é dever do Estado, anexo ao Ministério do Meio Ambiente (MMA),  Implantar a lei ´´mais anteparo , em que portará maior rigor e exercício, por meio de um projeto de lei entregue às câmaras dos deputados, com garantia de centros de reabilitações para os animais, maior fiscalização e o mapeamento das áreas mais acometidas, mediante ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Nesse viés, a fim de impulsionar a proteção e o direito dos animais. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e o meio midiático, deve abordar o tema tanto em salas de aulas, quanto no rádio e na tv, destacando as causas e consequências desse crime, com o intuito de promover a educação ambiental e proteger o futuro das espécies. Dessa forma, a longo prazo, esses impasses deixarão de fazer parte do cenário Tupiniquim.