O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 30/11/2020

O filme “Rio” retrata, de forma lúdica, a  história de duas ararinhas-azuis que são capturadas por uma quadrilha de venda de aves. Fora da ficção , a temática abordada no filme assemelha-se à realidade atual, no que tange ao comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Nesse contexto, a permanência de tal cenário revela o caráter violento da sociedade contemporânea e coloca em risco o bem-estar animal e humano.

Primeiramente, cabe ressaltar que o tráfico de espécies transparece a índole violenta e desrespeitosa da sociedade. Nesse sentido, é válido trazer o discurso de Arthur Schopenhauer, o qual afirma que a forma como os humanos tratam os animais está intimamente ligada à bondade de caráter dos mesmos. Assim sendo, partindo do ponto de vista do filósofo, a permanência do comércio ilegal de espécies revela o caráter violento da sociedade pós moderna. Logo, percebe-se a carência de conscientização  da população acerca da natureza, o que é inaceitável.

Outrossim, tal panorama representa um risco tanto para a população, quanto para a fauna mundial. Desse modo, cabe salientar que segundo a União Internacional de Conservação da Natureza, mais de 26500 espécies estão ameaçadas de extinção. Dessa forma, tal dado demonstra que o tráfico de animais pode comprometer a integridade da fauna, que encontra-se ameaçada. Além disso, a convivência de seres humanos com espécies exóticas pode causar acidentes como o ocorrido em julho de 2020 em que um rapaz foi picado por uma Naja. Assim, tal realidade é alarmante.

Dessarte, a índole violenta da sociedade coloca em risco a vida da população e dos animais silvestres. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, deve, em parceria com o Ministério da Educação,  promover campanhas de conscientização da população, por meio de palestras e publicidades que exponham dados acerca da problemática. Dessa maneira, tal proposta deve atender a todos os municípios do país, a fim de combater o comércio ilegal de animais silvestres. Assim, " Rio"  não refletirá a atualidade.