O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 30/10/2020

Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a persistência do comércio ilegal de animais silvestres aponta que os ideais, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela falta de fiscalização e controle das fronteiras e, também, por haver pessoas que financiam esse crime. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que a entrada de animais silvestres no país, deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que o controle falho do fluxo de cargas nas fronteiras desfaça essa harmonia, haja vista que esses bichos entram no Brasil dentro de caixas escondidas em caminhões e  são vendidos para “colecionadores” de animais exóticos.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando as pessoas persistem em financiar esse crime, como é o caso do estudante de Brasília que possuía uma cobra naja em sua casa e acabou sendo picado pelo animal. Todavia, há um perigo muito grande quando se refere a posse de animais peçonhentos; como a serpente não é nativa do Brasil, o país não produz soro antiofídico para anular o veneno e, caso a serpente picasse mais pessoas, elas provavelmente evoluiriam para óbito.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos problemas relacionados ao tráfico de animais seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Diante disso, é imperativo que o Ministério da Defesa, juntamente com o exército do país, fortaleça a fiscalização nas fronteiras, por meio da aquisição de tecnologias de rastreio como drones e câmeras sensíveis ao calor, para a detecção desses animais escondidos nas cargas dos caminhões, além de aumentar o número de oficiais que trabalham nessas regiões. Assim, essas medidas levarão a uma diminuição do número de animais que entram no país frutos de comércio ilegal.