O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 03/05/2021
O tráfico de animais exóticos no Brasil possui raízes profundas. Pois desde a colonização diversas espécies de animais eram levadas à Europa em grande escala. Infelizmente, mesmo séculos depois a problemática ainda persiste. O longa “Rio”, por exemplo, retrata a vida de ararinhas azuis e outras espécies de animais que sofriam por conta do tráfico de animais silvestres no Rio de Janeiro. Infelizmente a animação mostra parte da realidade brasileira, o tráfico animais, bem como de animais em extinção como no caso das ararinhas tem sido um mercado lucrativo. Porém suas consequências são o sofrimento individual dos animais e o desequilíbrio ecológico do meio ambiente.
Em primeiro lugar, é importante destacar: não apenas as aves sofrem com o tráfico, mas sim diversas espécies são afetadas e explicitamente, assim como na animação, estes animais não querem sair de seu habitat natural, pois por mais que o comprador seja o melhor criador de aves, por exemplo, o que raramente ocorre, nenhum criatório supera a natureza e a liberdade que ela promove. Dessa forma o animal sofre desde a captura até o fim de seus dias. Logo, também é importante não comprar animais vítimas do tráfico ou de criadores irregulares.
Por outro lado, a captura de espécies exóticas causa desequilíbrio ao meio de onde foram retiradas. E quando soltas em outro local podem causar grandes desastres a nova região. Um exemplo disso é a população de javalis no Brasil, que sem devidos predadores naturais causa grandes prejuízos a pecuaristas e agricultores. Esse problema seria evitado se os javalis não tivessem sido trazidos ao país. Além disso, como no filme, as espécies em extinção merecem certa atenção e proteção para aumentar sua população. E essa proteção deve vir de ações governamentais, além da própria conscientização de prováveis compradores que acabam sustentando o tráfico desses animais.
Diante dos fatos supracitados, fica claro que o dever da comunidade de possíveis compradores de animais exóticos, é parar de comprar e financiar o tráfico pois também é crime. Além disso, o governo deve aumentar a fiscalização em reservas, parques e fronteiras do país afim de evitar a saída desses animais do país, bem como recompensar e influenciar a população a denunciar criatórios e tutores clandestinos. Assim, esse antigo problema terá fim, e com a extinção do tráfico haverá assim como no filme, o aumento de indivíduos de espécies em extinção, e os animais enfim serão deixados em paz em seu habitat natural.