O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 08/11/2020

A animação “Rio”, retrata a jornada da Arara-azul “Blue” que ao nascer é retirado de seu habitat natural por traficantes de animais, é vendida no mercado clandestino. Fora da ficção, a realidade brasileira não difere do filme. Uma vez que milhares de espécies são retiradas da natureza anualmente, prejudicando o ecossistema e levando a fauna nativa ao perigo de extinção. Devido a lucratividade na venda e a falta de intervenção do Estado na situação.

Em primeiro lugar, com o avanço do capitalismo a humanidade passou a comercializar vários produtos. Tendo esse comportamento, a fauna silvestre se tornou objeto de luxo. Levando vários contrabandistas a venderem animais, pela alta lucratividade no mercado. O que se assemelha ao pensamento do sociólogo Karl Marx que afirma que o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores. Assim, sendo necessário medidas que mudem essa prática.

Vale ressaltar, que a falta de fiscalização nos biomas leva várias espécies a extinção. Pois com a retirada ilegal de animais, traz prejuízo ao ecossistema nacional, visto que diferentes indivíduos e suas interações na natureza formam um equilíbrio, tanto populacional por meio da alimentação quanto patológico. Logo, quando é retirado um animal do meio ambiente, desregula a teia alimentar e o nicho ecológico. O que é verificado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), que diz que cerca de 38 milhões de animais são separados do seu habitat por ano.

Depreende-se, portanto a relevância ao combate do comércio ilegal de animais silvestres. Logo é mister que o Estado tome providências para superar o cenário atual. Para que o tráfico da fauna seja amenizado, urge que o Ministério da Justiça faça investimentos na polícia rodoviária por meio de maiores fiscalizações em zonas de biomas. Ademais, o IBAMA deve promover campanhas publicitárias para conscientizar os cidadãos acerca da aquisição indevida de espécies nativas. Dessa forma animais como “Blue” possam ser efetivamente protegidos.