O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 25/11/2020
O filme de animação “Rio”, produzido em 2011 pela Fox Filmes, retrata a história de uma arara-azul chamada Blu que foi capturada ainda filhote por contrabandistas no Brasil e conduzida para os Estados Unidos. De forma análoga, no contexto social vigente, a realidade não se diferencia da ficção, uma vez que o comércio ilegal de animais silvestres é um grave desafio ambiental no mundo, e a terceira maior atividade ilícita. Segundo o site G1, esta atividade fatura cerca de 10 milhões de dólares por ano, atrás somente de armas e drogas. Nota-se que esse problema está intimamente associado à realidade brasileira, seja pelo individualismo, seja por ineficiência das leis.
Vale ressaltar, de início, o individualismo e obsessão pelo exclusivo como causa do problema em questão. Nesse viés, com a descoberta do Brasil em 1500, os portugueses encontraram muitos animais exóticos, principalmente aves, e levá-los para a Europa, realizar a venda e domesticação desses bichos era uma forma não somente de aumentar a renda, pelo alto preço cobrado, mas também um meio de se vangloriar e elevar o status social. Entretanto, esse comércio ilegal é uma ameaça para a biodiversidade de animais e planta, além dos possíveis problemas de saúde na sociedade, provocado por zoonoses.
Cabe destacar, ainda, que ineficácia de políticas públicas no que se refere à valorização tardia dos direitos dos animais, já que a Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi elaborada somente no ano de 1978, quase 500 anos após a colonização portuguesa, compromete a resolução do imbróglio. Ademais, a legislação minimamente punitiva que proíbe a caça, apreensão e comércio de bichos silvestres contribui para o agravamento da situação, em especial a Lei n° 5197, de 3 de janeiro de 1967. Paralelo à isso, o Brasil possui grande variedade biológica na sua fauna e flora, e por esse motivo é destaque no tráfico de animais, segundo o site G1, pois retira da natureza 38 milhões de seres por ano, seja para abastecer o mercado da moda com couro, pele e penas, o mercado alimentício ou para estimação.
Portanto, em vista dos elementos supracitados, o Ministério da Educação deve realizar o acréscimo de ensino ambiental na grade estudantil, desde o fundamental 1 até o ensino superior, por meio de programas educativos e palestras, a fim de conscientizar e informar sobre a importância de preservar a biodiversidade e denunciar crimes contra a fauna brasileira. Além disso, compete ao Ministério do Meio Ambiente, como órgão responsável por manter, proteger e recuperar o ecossistema, em parceria à Polícia Federal, a efetivação da lei já existente, por meio de uma fiscalização mais rigorosa e aplicação de punições mais severas para contrabandistas, a fim de diminuir a taxa de ocorrência. consideravelmente.