O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 15/11/2020

O filme “Rio” narra a história de “Blue” uma arara-azul, cujo logo em seu nascimento é capturada como mercadoria para o mercado de animais silvestres; em seu enredo é retratado a complexidade da adaptação desse ser vivo quando ele volta ao seu habitat natural. Na realidade o mesmo cenário fica evidente, visto que essa atividade é extremamente popular e lucrativa ao redor do mundo. Nesse sentido, fica claro o desequilíbrio ecológico causado por esta prática, por conseguinte o comércio irregular desses seres precisa ser combatido.

Em primeiro lugar, é necessário entender que a falta de políticas públicas eficientes fomenta diretamente essa atividade criminosa. Sendo evidenciado, principalmente, pela criação tardia da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, a qual foi instituída apenas no ano de 1978; além disso, essas ações não direcionam a atenção necessária à venda desses seres de forma ilegítima, uma vez que as penas e a indenizações são “fracas”, em comparação ao dano irreparável causado à natureza. Logo, é necessário que os governos sejam mais incisivos sobre essas ilegalidades, reformulando as políticas já existentes.

Paralelo a isso, cada espécie é responsável por uma função dentro da natureza, onde a estabilidade ecológica, através da sua união deles, é preservada. No entanto, com o essa forma de tráfico um desequilíbrio ambiental se instala, havendo mudanças drásticas na cadeia alimentar, além de reduzir de forma considerável a biodiversidade de um determinado ambiente. Por isso, fica claro que esta prática tem a capacidade de destruir habitats e afetar a natureza como um todo - atingindo, assim, a sociedade.

Conclui-se, portanto, que uma maior atenção deve ser direcionada ao comércio ilegal de animais silvestres, pois esses tem um enorme papel dentro dos ecossistemas. Por conta disso, o Ministério do Meio Ambiente em uma ação conjunta com a polícia florestal deve combater diretamente essa violação do direito animal, através de rondas periódicas em áreas de concentração desses seres, além de fortalecer as punições já existentes. Para que assim, os animais não sofram com o processo de adaptação - extremamente complicado - como em “Rio”.