O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 26/11/2020

Aristóteles, em  sua obra ‘‘Ética a Nicômano’’, afirma que a política deve agir de modo a manter a igualitária e justa condição de vida a todos. No entanto, essa não é a realidade vivenciada pelos animais silvestres que, ao serem caçados e submetidos ao tráfico ilegal de animais, vivem uma realidade oposta. Desse modo, ao invés de aproximar a realidade proposta por Aristóteles, o Estado acaba contribuindo com a situação vigente.

Ao parafrasear Gandhi, aquilo que se faz no presente determina o futuro. Por conseguinte, é de extrema importância que o Estado direcione sua atenção a essa problemática. Todavia, a negligência estatal mostra-se como um dos desafios à estabilidade da redução ao comércio ilegal de animais. Isso porque não há uma rígida fiscalização nos transportes do país, tais como rodoviários, aéreos e hidrográficos, prova disso é que segundo o Gazeta do Povo, o maior número de apreensões do comércio ilegal são por meio de embarcações e veículos. Visto isso, a proposta descrita por Aristóteles torna-se inviável no Brasil.

Ademais, a situação agrava-se quando, segundo dados do G1, 38 milhões de animais silvestres são traficados por ano no Brasil, desse modo, é evidente a falta de recursos empregados pelo Governo Brasileiro para combater o tráfico ilegal de animais. Paralelo a isso, segundo o UOL, o comércio clandestino desses animais afeta o equilíbrio do planeta, proporcionando diversos prejuízos a curto e longo prazo aos animais participantes da Teia Alimentar. Sob essa ótica, essa prática dificulta, cada vez mais uma justa condição de vida a esses indivíduos.

Portanto, torna-se evidente a aplicação de medidas que aproximem a realidade descrita em ‘‘Ética a Nicômano’’, Por conseguinte, seria interessante que a mídia, o quarto poder, abordasse essa temática em novelas, filmes ou documentários, de modo que conscientizasse um maior número de pessoas a entender a problemática e denunciá-la. Outrossim, seria interessante que o Estado, em parceria com instituições públicas e privadas, desenvolvesse uma melhor tecnologia para monitorar principalmente as fronteiras e locais mais precários do Brasil, com o intuito de recuperar animais dessa situação e prevenir tentativas do comércio ilegal dos mesmos. Só assim os viverão de maneira igualitária e justa.