O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 23/12/2020
‘‘A terra é mui graciosa, tão fértil eu nunca vi… Quanto aos bichos, tem nos muitos, de plumagens mui vistosas.’’ No poema de Murillo Mendes, é demonstrado o encantamento dos colonizadores com a infinitude de resursos da fauna no território brasileiro, que posteriormente foi explorada e usada para comercialização nas colônias. Assim como no passado, percebe-se que a exploração da natureza principalmente de animais silvestres de forma ilegal, ainda é muito recorrente para a lucratividade no Brasil. Contudo, esse fator gera consêquencias tanto para o ser humano quanto para o ecossistema. Devendo, portanto, ser combatido.
Nesse viés, segundo o G1 notícias, 38 milhões de animais são retirados das florestas brasileiras para serem vendidos. Nesse contexto, é sábido que o ecossistema é composto por uma teia alimentar, em que todos os animais exercem uma determinada função para o controle da fauna. Assim, ao ser retirado uma espécie da natureza, esse cilco é quebrado, gerando um desiquilibrio ambiental. Como, extinções e predações. Ademais, o filme Madagascar mostra a dificuldade dos bichos em familializarem com o meio ambiente, depois de muitos anos vivendo em cativeiro. Então, assim como no cinema, o animal ao ser mantido fora do seu habitat, não consegue mais se adaptar a vida livre. Por tudo isso, nota-se as implicações negativas causada pela exploração dos animias de forma ilegal, devendo ser mitigada.
Outrossim, os animais quando são tirados de seu ambiente, são transportados sem nenhuma medida de higienização, ficando sujeitos a contaminação de patógenos que podem ser transmitidos a sociedade. Assim, de acordo com a Professora da UFMG Danielle Magalhães, mais de 70% das doenças humanas existentes hoje, como a leptospirose, tuberculose e taxoplasmose foram trazidas por bichos.Com isso, nota-se que o comércio ilegal de animais além de ser prejudicial para a natureza é um problema de saúde pública por representar grandes riscos para a saúde humana.
Portanto, é preciso que o Estado, no papel do Ministério da Educação junto ao Ministério do Meio Ambiente, promova uma educação ambiental na sociedade desde a infância, com o objetivo de criar uma conscientização a respeito dos malefícios do venda ilegal de animais, bem como, educar as pessoas a não contribuirem para a lucratividade desse comércio. Isso deverá ser feito mediante a inserção de palestras e matérias destinadas ao meio ambiente na grade curricular das escolas. Assim, será possível mitigar as consequências geradas por essa prática. Ademais, cabe ao governo criar campanhas midiáticas na televisão e redes sociais incentinvando a população a realizar denúncias. Só assim será possível combater ao comércio ilegal de animais silvestres no Brasil.