O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 23/12/2020

Maus-tratos, abandono e até mesmo a morte são situações enfrentadas por animais silvestres que são comercializados ilegamente. Nesse viés, é perceptível que no Brasil essa realidade é corriqueira, haja vista a ineficiência da fiscalização e o hábito cultural de domesticar espécies selvagens. Portanto, fica clara a necessidade de um novo paradigma em relação à esfera educacional e legislativa do país.

Em primeira análise, deve-se pontuar que o tráfico de animais silvestres ocorre, majoritariamente, porque parte da sociedade brasileira compra, pois o hábito de criar papagaios e caturritas, por exemplo, é uma prática normativa, no que tange à cultura nacional. Sob essa ótica, análogo ao pensamento do antropólogo Franz Boas, o comportamento de um indivíduo é determinado pelo seu ambiente cultural. Logo, fica evidente que mudanças no contexto social são de suma importância para mitigar a retirada desses animais de seu hábitat para posterior venda ilegal.

Além disso, vale ressaltar que a legislação atual garante punição em casos de tráfico de animais selvagens, porém, devido ao extenso território nacional, a fiscalização é escassa e pouco efetiva, já que o tráfico de animais silvestres é frenético no país. Afinal, de acordo com o site G1, cerca de 38 milhões desses animais são comercializados ilegalmente por ano no Brasil. Assim, é notável a urgência de políticas fiscalizatórias que protejam esses animais da venda e dos possíveis danos a sua integridade.

Em virtude dos fatos mencionados, uma solução plausível para abrandar o comércio ilegal de animais silvestres é a criação do projeto ’’ Cada um no seu habitat’’ pelo Ministério da Educação. Posto isso, com verbas federais, veterinários serão subsidiados para acompanhar a ida anual de todas as turmas do ensino fundamental público ao zoológico ou criadouro mais próximo. Diante disso, os estudantes terão contato com animais silvestres e será debatida a importância de mantê-los na natureza, a fim de romper com o hábito cultural de comercializa-los. Ainda, recursos serão enviados para expandir a fiscalização no país, só assim, haverá um novo paradigma.