O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/12/2020
Debate-se, com frequência, acerca do combate ao comércio ilegal de animais silvestres, haja vista que o tráfico de animais persiste na sociedade atual e explorando e maltratando esses seres. Isso ocorre devido à falta de consciência da população a respeito dos malefícios dessa atividade. Além disso, a falta de fiscalização contribui para esse problema. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação.
Primeiramente, apesar dos Estados assegurarem o respeito e a proteção dos animais de seus territórios, nota-se que muitas pessoas não colaboram para que isso ocorra. Isso se deve à falta de consciência de uma parcela da população, que muitas vezes sem saber dos malefícios desse tipo de exploração sustenta o tráfico, por meio da compra de animais ilícitos e incentiva a retirada desses seres de seus habitats. De acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), aproximadamente 38 milhões de espécimes são retirados por ano, apenas no território brasileiro, e a compra desses animais é o que incentiva e movimenta esse comércio.
Somado a isso, a pouca fiscalização contribui para esse problema, pois sem o monitoramento adequado a venda desses animais se torna cada vez mais frequente, possibilitando o aparecimento de diversos problemas sanitários. Uma vez que a interação e o consumo de animais silvestres, que ocorre devido à pouca fiscalização de alguns países, pode resultar no aparecimento de zoonoses, doenças que circulam entre homens e animais. Como por exemplo o Coronavírus 19, que foi transmitido aos seres humanos por meio de um animal selvagem, o Civeta, que é muito explorado na china, devido à falta de inspeção do governo local, que permitiu o comércio ilegal dessa espécie silvestre.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público de cada pais atue por meio de seus Ministérios do Meio ambiente (MMA), ou equivalentes, para reduzir o tráfico de animais selvagens. Para isso o MMA deve conscientizar a população a não sustentar esse comercio, por meio da divulgação de campanhas publicitarias nas redes sociais, como facebook e Instagram, com o objetivo de informar a as pessoas e reduzir a compra de animais silvestres. Ademais, o MMA deve ampliar a fiscalização em todas as cidades e municípios, por meio de inspeções policiais nos lugares mais propícios a venda e circulação ilegal desses animais, como estradas, feiras, e aeroportos, com o fito de resgatar esses animais, diminuir essa exploração e impedir possíveis problemas sanitários.