O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 12/01/2021

O comércio ilegal de animais de acordo com Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, é considerado a terceira maior atividade ilícita do mundo, isto é possível observar na reportagem produzida pelo Fantástico, em que durante meses o programa acompanhou a rotina de um dos maiores traficante do Brasil. Haja vista que essa criminalidade se torna possivelmente pelas falhas da fiscalização nacional quanto de fronteiras.

Apesar de existir uma legislação que proíbe a captura, caça e comercialização de animais silvestres, a fiscalização de tal faz com que se torne ineficaz. Conforme a Renctas, de cada 100 animais capturados ilegalmente no país 70 são vendidos em território nacional e 30 são destinados ao exterior, em suma a falta de profissionais qualificados atuando em rodovias e fronteiras é de extrema importância para a captura dos criminosos e salvamento dos animais.

Entretanto, quando há o cumprimento das leis de fiscalização, e os animais resgatadas possuem maus tratos ou que nasceram em cativeiros, é necessário que eles passem por um processo de reabilitação complexa antes de serem soltos ao meio ambiente. Porém, a falta de recurso para materiais, infraestrutura e profissionais qualificados causa o prolongamento dessas espécies, ou, até mesmo a morte em criadouros de preservação, logo essa questão envolve outro fenômeno socioambiental, como as extinções em massa.

Do ponto de vista de Benjamin Franklin, “O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens”, portanto, para sociedade atual se materializar como à vista por Franklin, o IBAMA em conjunto com a Polícia Florestal devem auxiliar a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária nas situações de fiscalização, de modo que a captura de criminosos nas fronteiras do país e dos estados sejam realizadas. Paralelamente, o Ministério da Educação necessita investir na educação ambiental da população, que será propagada por ONG’s em escolas, televisão e redes sociais, em virtude de evidenciar as consequências do comércio ilegal de animais silvestres que ocorre no Brasil.