O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 06/01/2021
O filme brasileiro “Rio” retrata o tráfico de animais silvestres, em que o casal de arara azul, Blue e Jade são capturados por uma quadrilha de venda de aves raras. De maneira análoga ao filme, nota-se na sociedade atual o desenvolvimento de uma cultura de caça a animais silvestres, reflexo da construção sociocultural e da ineficácia de políticas públicas. Desse modo, é necessária a discussão sobre caminhos para o combate ao comércio ilegal de animais silvestres.
Em primeira análise, vale ressaltar que a construção sociocultural é um fator contribuinte para a continuação do problema em questão. Nesse viés, durante o Período Colonial no século XVI, houve uma grande apropriação de animais silvestres que para os portugueses era símbolo de riqueza e poder. Como resultado, tais práticas colaboraram para a criação de uma cultura de exploração indiscriminada e comercialização ilegal de animais silvestres. Portanto, esses hábitos dificultam na solução do imbróglio vigente, sendo assim é necessária a conscientização de preservação da biodiversidade.
Em segunda análise, cabe salientar que a ineficácia de medidas governamentais dificulta a solução do problema atual. Nesse contexto, o artigo 225º da Constituição federal brasileira, promulgada em 1988, prevê o direito ao ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, nota-se a inaplicabilidade desse direito na sociedade contemporânea, dado que, existe uma flexibilização na agenda ambiental e medidas pouco efetivas de punições para o crime de tráfico e comercialização ilegal de animais silvestres, o que colabora para a persistência do problema.
Portanto, diante do exposto, urge a necessidade de que a Escola - orgão responsável pela educação formal - fomente a inserção na matriz curricular de disciplinas voltadas para a educação ambiental, por meio do desenvolvimento de debates, aulas práticas e palestras, com o intuito de desenvolver o pensamento de cuidado com o meio ambiente. Além disso, é de suma importância que o Estado faça investimentos em orgãos fiscalizadores como o IBAMA, a fim de aniquilar o comércio ilegal de animais silvestres.