O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 15/01/2021

Na série animada “Avatar: a lenda de Aang”, há um episódio em que “Appa”, um bisão voador e um dos últimos da sua espécie, é raptado, maltratado e posteriormente, vendido. Fora da ficção, o comércio ilegal de animais silvestres é recorrente no cenário brasileiro, e segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possuí como causas a falta de infraestrutura e a sensação de superioridade humana.

Em primeiro plano,é preciso atentar para a falta de infraestrutura presente na questão. A fim de proteger a fauna brasileira, se faz necessário uma série de recursos para a pesquisa, fiscalização e resgate desses animais. Segundo dados dos Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil investe muito pouco do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. Isso faz com que as estruturas para o acolhimento e preservação das espécies sejam precárias e ineficazes.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a sensação de superioridade humana. Por exemplo, o antropocentrismo, concepção que surgiu na Europa no fim da Idade Média, atribuí ao ser humano uma posição de centralidade em relação a todo o universo. Verifica-se que essa forma de pensar se perpetuou até os dias atuais, visto que o homem se sente no direito de exercer domínio sobre as outras espécies. Ainda, as pessoas que os adquirem ilegalmente os percebem como uma aquisição exótica, não como um indivíduo que foi retirado de seu habitat natural. Portanto, esse modo de ver o mundo contribuí para a perpetuação do problema.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Não só o governo deve ampliar os recursos para a fiscalização e aplicar multas maiores para quem participa desse comércio ilegal, como também deve usar o dinheiro arrecadado para investir em pesquisas científicas e infraestruturas para a proteção da fauna brasileira. Desse modo, o comércio ilegal de animais silvestres será algo presente somente na ficção.