O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 24/05/2021
O filme “Terráqueos”, dirigido pelo ambientalista Shaun Monson, relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além de explicitar o tráfico de animais. Fora da ficção, cenas como essa são corriqueiras na humanidade, uma vez que ainda há uma barreira significativa em relação à questão de combate ao comércio ilegal de animais silvestres. Dessa forma, urge analisar a lacuna na lesgislação, como também a influência da educação nesse aspecto.
Diante desse cenário, apesar de existir leis que proíbem o tráfico de animais, é notório que existe uma infeficácia estatal que contribui para difusão dessas práticas ilegais. Nessa perspectiva, Umberto Eco, filósofo italiano, ponderou que “para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. A partir disso, percebe-se uma omissão estatal explicitada pela falta de um regulamento adequado e bem aplicado, visto que a ausência de normas eficientes convidam os traficantes a continuarem com a comercialização sem temer as leis. Consequentemente, essas práticas geram por ano cerca de 10 bilhões de dólares pelo comércio de animais, segundo a World Wide Fund for Nature - Fundo Mundial para a Natureza, em português.
Ademais, o déficit na educação é uma causa latente do problema, haja vista que se há um problema social, há negligência das escola, onde falta uma abordagem básica - o que é e quais as consequências - sobre o comércio ilegal de animais silvestres. Por conseguinte, a escola pode ser comparada a uma gaiola, como propôs o educador Rubens Alves, na medida em que impede que os alunos se libertem das amarras do desconhecimento sobre o tráfico de animais. Assim, observa-se que o silenciamento da escola diante desse problema contribui para a concretização da situação e, consequentemente, para o senso comum dos estudantes, em vez de elevar o nível de conhecimento deles.
Portanto, faz-se urgente a resolução desse problema. Para isso, a fim de atenuar o comércio ilícito da fauna silvestre, compete ao Governo de cada país investir em projetos, através de verbas públicas, para garantir a segurança dos animais. Outrossim, cabe as ONG’s, como organizações que visam suprir as necessidades populacionais, realizar campanhas em prol dos animais, por meio das redes sociais e de outros veículos midiáticos, com o objetivo de preservar a fauna mundial, além de garantirem o direito de viverem em seus habitats naturais. Em suma, tais atitudes devem ser colocadas em prática para que as cenas do filme “Terráqueos” sejam apenas uma ficção.