O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 03/07/2021
A obra " A banalidade do mal", escrita por Hannah Arendt, discorre que o pior mal é aquele que é visto como algo corriqueiro e cotidiano. Nesse contexto, nota-se como a sociedade vem banalizando o comércio ilegal de animal silvestre, o qual passa a naturaliza-lo, de modo que dificulta o seu combate. Isso ocorre tanto pela negligência estatal na ausência de fiscalizações, como também pela grande lucratividade desse negócio, em que contribui para a ocorrência do desequilíbrio ecológico.
Nessa perspectiva, cabe ressaltar a ineficácia do Estado quando relacionado ao redução do mercado ilegal de animais silvestres. Posto isso, o direito de todos á terem um meio ambiente ecologicamente equilibrado é garantido pela Constituição Brasileira, sendo dever do poder público defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Entretanto, tal garantia não é assegurada visto que, segundo o relatório da Polícia Federal, todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente do seu hábitat. Dessa forma, em decorrência da falta de fiscalizações, o poder público favorece no aumento do comércio ilegal de animais, evidenciando assim, sua negligência e descaso com as gerações futuras, já que acarreta um desequilíbrio ambiental.
Outrossim, a lucratividade atingida com a comercialização ilegal de animais, é um fator a ser destacado. Para analisar tal conjuntura, a “Carta de Pero Vaz de Caminha” descreve as riquezas existentes no território brasileiro e evidência o olhar de exploração do colonizador pela terra. De maneira análoga, a visão de exploratório é visto atualmente no olhar dos comerciantes que traficam os animais silvestres, pois esse mercado ilegal gera lucro e tal prática acaba se sobressaindo perante o bem-estar do animal. Em suma, quanto mais essa ação se mostra vantajosa para um lado - o do traficante - maior será a procura, sendo capaz de burlar todas as leis e da continuidade com o negócio.
Portanto, medidas são necessárias para barrar o comércio ilegal de animais silvestres. Logo, o Governo Federal - órgão responsável pela administração executiva no Brasil - deve aumentar a segurança nas fronteiras e nos limites de cada estado, por meio de fiscalizações, aplicação de multas e prisão daqueles que contribuem para a ocorrência do tráfico de animais. Isso terá o intuito de combater o mercado ilegal e possibilitar um meio ambiente ecológico equilibrado como assegurado na Carta Magma. Somente assim, a banalidade do mal abordado por Hannah não será mais presente na sociedade brasileira.