O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 05/10/2021
A animação “Rio”, lançada em 2011, possui como uma de suas abordagens o comércio ilegal de animais silvestres no país. Nesse sentido, não longe da ficção, o Brasil enfrenta o problema destacado na obra cinematográfica, pois há uma elevada biodiversidade no território nacional, o que favorece o mercado das espécies do reino Metazoa. Assim, torna-se necessário o combate a esse processo imoral, posto que tanto os maus-tratos aos animais, quanto problemas biológicos, são desencadeados devido ao comércio ilegal de organismos da fauna.
Sob tal óptica, muitos humanos praticam atitudes inaceitáveis com os animais, dado que promovem maus-tratos a esses, os quais podem causar danos físicos e a morte desses seres. Nesse contexto, o filósofo Immanuel Kant, a partir de seus estudos da moralidade, postulou que muitos homens agem de forma brutal e imoral com as demais espécies. Logo, é importante combater o comércio ilegal de animais, porque seguindo a visão do estudioso, os organismos, no comércio ilegal, podem estar impostos a diversas banalidades, e a partir do combate a tais práticas, podem ter o sofrimento reduzido e serem devolvidos à natureza.
Ademais, muitas espécies de animais silvestres comercializadas ilegalmente são devolvidas à natureza, já que os compradores, muitas vezes, não sabem lidar com essas, uma vez que necessitam de cuidados especiais, por não serem domesticadas. Nesse âmbito, diversos problemas podem ser causados pelo abandono dos seres vivos em locais em que não são seus habitats de origem, porque pressões seletivas existentes em seus ambientes originais podem não existir nos locais que foram descartados. Consequentemente, um dos empecilhos que podem vigorar, são desequilíbrios ecológicos, como o do caramujo africano, que após ser solto por algum criador no Brasil, tornou-se uma praga na esfera nacional , segundo a agência Fiocruz.
Portanto, a fim de combater o comércio ilegal de organismos silvestres no país, deve o Ministério do Meio Ambiente, a partir de verbas públicas, investir na ampliação do IBAMA, de forma que mais profissionais e tecnologias sejam empregados no combate ao mercado ilegal de seres do reino Metazoa. Além do mais, deve a SECOM, criar publicidades, em meio digital e analógico, que conscientize os cidadãos a respeito dos maus-tratos com animais, e também sobre os desequilíbrios que a compra desses podem causar. Dessa forma, diminuirá o tráfico de animais selvagens, porque haverá mais fiscalização e a população possuirá maior conhecimento sobre o problema.