O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 22/10/2021
A sociedade contemporânea funciona analogamente ao emaranhamento quântico, fenômeno físico que interliga partículas, de modo que qualquer alteração em um impacta os demais. Nesse sentido, o comércio ilegal de animais silvestres é um problema que afeta a dinâmica social, e o desenvolvimento de toda a sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a insuficiente fiscalização policial e a ausência de educação ambiental.
Mormente, é mister destacar a negligência governamental em relação às problemáticas ambientais. Desse modo, segundo o filófoso Albert Schweitzer, o homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo. Logo, é evidente que devido à ignorância de uma parcela da população, animais silvestres são retirados de seus hábitats de origem para servirem de entreterimento, por meio do sofrimento destes, para uma comunidade de indivíduos que corroboram ao desequilíbrio do ecossistema.
Sob esse viés, é imperioso evidenciar a falta de políticas educacionais que abordam as relações dos indivíduos com os meios em que estão inseridos. Dessa maneira, segundo o filósofo Sócrates, a ignorância é a base de sustentação das falhas humanas. Sendo assim, em um Estado em que não há difusões de informações dos modos em que são corretas as relações dos indivíduos com o meio ambiente, haverá de ocorrer barbáries ecológicas, como o contrabando de espécies nativas, culminando, por vezes, na extinção destas.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que venham mitigar o comércio ilegal de animais silvestres. Por conseguinte, cabe ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, intensificar a fiscalização nas áreas de caça e tráfico de animais silvestres, por meio de drones e policiais ambientais anônimos, a fim de que a natureza não rebele-se ao homem. Somente assim, haverá de existir uma sociedade mais ética e equilibrada ecologicamente.