O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 28/10/2021

Sob a perspectiva do filósofo Albert Schweitzer, o homem domina a natureza antes que aprenda a dominar seu próprio ser. Tal concepção mostra-se análoga a realidade brasileira visto que, é preciso combater o comércio ilegal de animais silvestres. Sendo assim, a consolidação desse panorama lamentável provém da negligência estatal, com a falta de fiscalização e também pela ausência de informações relacionadas à problemática dentro do senso comum.

Primeiramente, é crucial destacar que o comércio ilegal usufrui da baixa ou nula fiscalização governamental, submetendo os animais a insalubridade e péssima alimentação. Dessa forma, é imprescindível citar que a grande diversidade da fauna brasileira, dificulta a vigilância efetiva, reverberando uma ação lastimável, que pode ser ilustrada segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quais apontam que cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados anualmente de seu habitát natural.

Outrossim, é notória a ausência de informação e conscientização que os cidadãos possuem, e a animação “Rio” é um exemplo desse problema, pois o filme retrata uma personagem que cuida de uma arara azul como se fosse um animal doméstico. Desse modo, a influência da mídia torna-se negativa, reforçando um comportamento ilegal, bem como o uso de uma abordagem errônea.

Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas para atenuar o problema. Sendo assim, cabe ao Estado investir em uma melhor fiscalização, aumentando a incidência dos órgãos responsáveis. Da mesma maneira, é dever do Ministério do Meio Ambiente a divulgação por meio dos meios de comunição, expor as consequências avassaladoras do comércio de animais silvestres. Assim, será possível reduzir os índices e combater o impasse de maneira eficaz e duradoura.