O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/10/2021
A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – declara ser ilegal a comercialização de animais silvestres. Entretanto, na prática, observa-se o comércio desses animais sem a devida fiscalização e é evidente que essa problemática se desenvolver porquê existe pessoas que compram e o policiamento acerca dessas compras é fraco. Sendo assim, esse cenário alarmante precisa de estratégias para ser controlado.
Em primeira análise, pode-se ressaltar que o número de indivíduos que compram animais silvestres ainda é muito alto. De acordo com pesquisas realizadas pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), aproximadamente 38 milhões de bichos são vendidos por ano, gerando um movimento de até 20 bilhões de dólares para os vendedores. Dessa maneira, percebe-se que esses números são tão assustadores pois existe pessoas que compram esses animais para terem de estimação, se a população continuar comprando, é evidente que a diversidade de animais que há no Brasil vai diminuir.
Em segundo plano, cabe analisar a falta de fiscalização sobre o comércio ilegal de animais silvestres. Segundo a ONG Renctas, são poucos fiscais disponíveis nos estados e estes não são qualificados o suficiente, além disso, a Polícia Florestal precisa de reforço, uma vez que o território brasileiro é enorme e exige um grande número de pessoas para conseguir fiscalizar todo o espaço. Assim, nota-se a falta de interesse do Estado em proteger os animais silvestres e grande diversidade que existe no país.
Por conseguinte, é notório o quão exorbitante é o problema do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Logo, é primordial uma ação do Estado, juntamente com a mídia televisiva, como principal meio de informação dos indivíduos, investir em mais policiamento, principalmente na região da floresta amazônica, e alertar, por meio de propagandas, o estrago ambiental que a comercialização de animais silvestres pode trazer para o Brasil, com o intuito de diminuir o comercio ilegal desses bichos e também a extinção destes.