O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/10/2021
A animação brasileira “Rio” serve de alerta quanto ao cativeiro e venda ilegal de espécies de aves. O filme aborda de forma clara e bem embasada, os riscos da perda de fauna nativa em decorrência do tráfico de animais silvestres. Fora dos limites ficcionais, o problema do comércio ilegal de tais seres encontra-se presente no cenário brasileiro, devido à negligência estatal quanto a medidas de combate ao tráfico e à falta de empatia com os animais associada à priorização do lucro. Dessa maneira, torna-se inquestionável que medidas sejam tomadas, a fim de mitigar a questão do comércio de animais.
Em primeira análise, é válido levar em consideração o baixo auxílio dos órgãos governamentais competentes em relação às formas de estagnação do tráfico. Isso decorre da pouca seriedade com que o crime é tipificado na legislação brasileira, uma vez que tal crime ainda é visto como de menor potencial ofensivo, sendo comportado com penas alternativas. Em relação a isso, o coordenador geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), Dener Giovanini, afirma que cerca de 38 milhões de animais são retirados da natureza, por ano, no Brasil. Como consequência, ocorre a decorrência do tráfico, o que prejudica todo o conjunto natural. Por isso, faz-se necessário a cogitação de propostas que finalizem a questão do comércio ilegal de animais silvestres.
Em segunda análise, deve-se, portanto, relacionar que o afeto mínimo com que os animais são submetidos relacionado a grande importância que vem sendo dada ao capital, prejudica a superação da problemática. Desse modo, o surgimento do capitalismo juntamente à vivência de relações mais superficiais, na qual há a ideia de que tudo que existe deve servir exclusivamento o homem, fazem-se causalidade de relações maléficas com a natureza. Com isso, o sociólogo Zygmunt Bauman discorre em sua teoria a fluidez das relações atuais, a qual é responsável pelos problemas modernos. Entretanto, se nada for feito o aumento da perda da fauna nativa e grandes impactos nos ecossistemas tornar-se-ão mais significativos.
Referente ao exposto, é indubitável que hajam meios de mitiguar a questão do comércio ilegal de animais silvestes no Brasil. Por essa razão, é dever do Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas questões ambientais no país - criar programas de conscintização e de incentivo à denúncia desses crimes, por meio de palestras em escolas e empresas com biólogos capacitados, assim como a criação de leis que punam os trasgressores de forma equivalente aos danos por eles causados, para que, dessa forma, haja, a longo prazo, menores incidências de tais crimes, com a finalidade de preservação ambiental e harmonia entre meio natural e o meio de criação humana.