O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 28/10/2021

A prática da caça à animais silvestres é um problema comum no Brasil que destrói ecossistemas e a fauna do país. De acordo com dados do Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre (RENCTAS), o tráfico desses animais provoca a retirada de cerca de 39 milhões de exemplares anualmente, mesmo com leis que condenem essa prática.

Certamente essa prática ainda é comum, apesar das leis condenando-a, pois é um mercado lucrativo. Segundo o RENCTAS, o tráfico de animais movimenta cerca de 10 a 20 bilhões de dólares anualmente. Nessa perspectiva, fica claro o porquê essa prática ainda é comum em solo brasileiro.

Para que seja combatida essa prática, é necessário olhar não apenas para o local de retirada dos animais, mas também ao seu destino. Como mostra dados do RENCTAS, os países que consomem esse produto são os EUA, Alemanha, França, Inglaterra Arábia Saudita e Japão, para citar alguns. Evidentemente, tendo consciência dessas informações, o combate ao tráfico silvestre é facilitado.

Portanto, fica evidente o papel do Governo Federal no combate ao comércio ilegal, devendo atuar junto com o Exército Brasileiro, a Polícia Federal e o RENCTAS. Com o intuito de evitar a retirada desses animais de seu habitat natural e país de origem, o RENCTAS deve fazer um levantamento dos locais de maior retirada dentro do Brasil e o EB fiscalizar de forma incisiva essas áreas, de modo que diminua as ocorrências. Enquanto isso, a PF deve policiar melhor as áreas de embarque e as malas que têm destino aos países já levantados anteriormente. Efetivamente, os indicadores do tráfico silvestre no Brasil devem diminuir à longo prazo.