O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 06/06/2022

Na animação brasileira “Rio” aves como a Ararinha-Azul, endêmica do Brasil, são capturadas e comercializadas ilegalmente. Essa animação retrata com excelência o cenário de tráfico de animais brasileiro, onde a falta de fiscalização e penas brandas contribuem para a manutenção destas práticas. Essas espécies quando capturadas são alvo de maus tratos e retiradas de seu ecossistema provocando um desequilíbrio ecológico, acarretando na sua extinção. É necessário uma melhora nas políticas públicas para romper com essa prática.

Primeiramente, a grande motivação dos praticantes do tráfico de animais silvestres no Brasil é a alta procura destes para serem tratados como “pets”. A exoticidade do animal provoca um interesse nas pessoas em cuidarem de um, o problema é que o fato deste não ser considerado doméstico implica em diversas complicações na adaptabilidade do ser no ambiente doméstico. Esses animais não se adaptam ao meio urbano, fazendo com que ela sofra danos e espalhe doenças. Como é proibido ter um em casa, o comprador não buscará ajuda veterinária, resultando no sacrifício do ser e sua extinção, causando um desequilíbrio ecológico.

Ademais, muitos animais possuem alguns produtos como, pelagem, chifre, plumagem valorisados no mercado negro, tornando o comercio ilegal uma atividade lucrativa. O retorno financeiro pelo tráfico de animais exóticos acaba valendo a pena por conta do baixo risco da atividade. Apesar de ser ilegal essas pessoas tem uma certa segurança de que por conta da baixa fiscalização não irão ser descobertos. Além de que a pena pelo tráfico de animais silvestres pode ser quitada pelo dinheiro ganho por negócios anteriores. Uma maneira de dificultar essa prática seria com o aumento dessa punição.

Portanto, a fim de atenuar os efeitos do comércio de animais silvestres, o governo deve criar e reforçar leis para que haja melhor fiscalização e rigor no cumprimento da pena. Essas ações devem ser feitas com a contratação de fiscais e profissionais ambientais para atuarem em áreas de preservação. Dessa forma as consequências do filme “Rio” não se repetiram em nossa sociedade.