O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 30/05/2022
Para Paul Atson, co-fundador do Greenspace, “a inteligência é a habilidade de se viver em harmonia com o meio ambiente”. Desse modo, percebe-se que essa harmonia é rompida no Brasil com o tráfico de animais silvestres. Nesse contexto, necessita da participação de diferentes setores para ser resolvido.
A priori, cabe pontuar que o comercio ilegal de animais silvestres afeta diretamente o equilíbrio ecológico. Segundo a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, 38 milhões de animais são retirados de seu habitat todos os anos. Diante disso, as consequências para o meio ambiente são: a diminuição de populações, mudanças trágicas nas cadeias alimentares, a diminuição da biodiversidade e em casos extremos a extinção de certas espécies.
Em segunda análise, é evidente que a questão constitucional contribui para a manutenção desse crime na sociedade brasileira. Segundo Aristóteles,“por meio da justiça, alcança-se o equilíbrio na sociedade”. Dessa forma, vê-se que apesar de se considerar crime a lei brasileira não pune de forma adequada os criminosos, ademais, a falta de uma fiscalização eficiente. Além disso, a inexistência de politicas públicas que conscientizem a população acerca dos efeitos de se comprar, vender e até mesmo não denunciar tais crimes contribuem para que esse problema persista na sociedade.
Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, responsável por tal causa, juntamente com algumas ONG’s, devem criar mecanismos mais eficazes de fiscalização contra essas práticas ilícitas. O aumento das penalidades e a criação de ouvidorias onlines para denuncias contra o meio ambiente são, também, medidas precisas por parte do sistema legislativo e judiciário para combater a biopirataria. Ademais, a influência midiática é fundamental, atuando com o engajamento ficcional do assunto em novelas e propagandas.