O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 31/05/2022

No filme “Rio”, é retratada a crueldade às aves que são submetidas ao contrabando de animais silvestres. Nesse contexto, a narrativa foca na trajetória do personagem Blu, uma arara-azul que vive uma vida doméstica até ser capturada por contrabandistas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na obra de faz muito presente no mundo real, haja vista a ineficácia das leis e a dificuldade de fiscalização.

Primeiramente, é importante destacar que a ineficácia das leis é uma das principais razões para que o comércio de animais silvestres cresça cada vez mais. Segundo Aristóteles, “onde as leis não têm força, pululam os demagogos, o povo torna-se tirano”. Nesse viés, é possível perceber que a justiça brasileira é ineficiente, pois conta com leis graças que não proporcionam uma punição adequada ao problema.

Ademais, vale postular que a dificuldade de fiscalização também colabora para o acontecimento de crimes relacionados a animais silvestres e a facilidade para isso. Apesar de a Constituição Federal constar que é proibida a caça e a utilização da fauna silvestre para quaisquer fins, não há nenhuma ação do governo que vise tornar o policiamento eficaz para isso. À vista disso, é fundamental que haja maior investimento no setor de vigilância.

Portanto, é crucial que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em conjunto com o IBAMA, investir no policiamento de contrabando da fauna brasileira – por meio de verbas governamentais – a fim de diminuir o comércio ilegal de animais silvestres. Feito isso, o Brasil poderá superar a realidade apresentada no filme “Rio”.