O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 21/09/2022

A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, a realidade brasileira difere desse cenário fictício, uma vez que os desafios do combate ao comércio ilegal de animais silvestres dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto de questões estatais e sociais. Nesse sentido, urge a análise das causas e consequências da problemática.

Precipuamente,é indubitável que a ineficiência estatal é causa direta do imbróglio. Consoante a Carta Magna de 1988, é assegurada a proteção á integridade física dos animais, bem como a condenação à atos de crueldade para com eles. Entretanto, no que tange à proibição da comercialização de espécimes da fauna brasileira, o Estado falha, haja vista que não realiza a efetiva fiscalização do cumprimento das leis que coíbem tal prática ilícita. Desse modo, faz-se imperiosa a reformulação da postura governamental de maneira urgente.

Ademais, vale ressaltar que a desvalorização da natureza pela sociedade acarreta em efeitos drásticos na vida animal. Conforme a filósofa alemã Hannah Arendt, em sua obra “Banalidade do Mal”, o número crescente de malvadezas cometidas aos bichos é reflexo de uma civilidade anestesiada pela brutalidade e sem capacidade de se impactar com ela. Tal pensamento, alude à necessidade de políticas públicas eficientes de conscientização da população das áreas de intenso tráfico clandestino das espécies silvestres.

Diante do exposto, medidas são fulcrais para combater esse mal social. Logo,cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pelo resguardo da vida animal, através dos meios de comunicação, como redes sociais e televisão, produzir campanhas publicitárias, visando informar acerca das consequências jurídicas e ambientais que o contrabando ilícito promove contra quem o pratica. Posto isso, a conjuntura idealizada na obra literária será gradativamente alcançada.