O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 31/10/2022
Segundo a Taxonomia, ciência que classifica os seres vivos, o ser humano é da espécie Homo sapiens, que significa “aquele que sabe”. Entretanto, essa ídeia pode ser interpretada com um sentido de superioridade por parte de algumas pessoas. Prova disso, são os traficantes de animais silvestres no Brasil que tratam essas criaturas como seres inferiores, não pertencentes a nenhum tipo de direito. Sobretudo, tal cenário se mantém pela falta de conscientização da população sobre o problema e pela negligência estatal.
Deve-se destacar, primeiramente, que a falta de percepção da população sobre a gravidade do comercio ilegal de animais demostra a pequena seriedade dada ao tema. Nesse sentido, na obra “Ensaio para a cegueira” o escrtiror José Saramago, sintetizou a crítica da “cegueira moral”, que retrata a incapacidade do homem de enxergar as mazelas sociais. Analogamente, a inexistente preocupação do setor popular sobre o uso desses bichos como mercadoria configura não só uma deficência moral, mas também um desrespeito com a fauna brasileira.
Além disso, vale destacar que a postura inerte do Estado corrobora para a manutenção desse impasse. A Constituição Federal, no seu artigo 225, assegura como dever do Estado proteger os animais silvestres. No entanto, essa proteção se mostra ineficiente visto que o tráfico dessas criaturas ainda é comum no país, assim, não só permitindo a sua degradação, como também negligenciando seus direitos. Dessa forma, validando o pensamento, inadimíssivel, de superioridade presente na mente desses criminosos.
Portanto, para que os animais silvestres tenham seus direitos respeitados e conhecidos pela população, é necessário medidas governamentais. Logo, o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela politica nacional do meio ambiente, deve criar uma lei que proíba o tráfico ilegal de animais, com punição mais severa, atribuindo pena de 15 a 25 anos , sem direito a fiança. Ademais, compartilhando a criação dessa lei nas redes sociais, através dos canais oficiais do governo, a fim de divulgar a toda população a seriedade dessa pauta, e colocar em ação os deveres do Estado, e enfim, fazer jus ao significado da especie humana, ressaltando a sabedoria na sua definição.