O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 22/04/2023

A Constituição de 1988 prevê em seu artigo 225 o dever do Estado e da coletivi-

dade de preservar o meio ambiente para que o mesmo permaneça ecologicamente

equilibrado para as presentes e futuras gerações. No entanto, a garantia da Magna Carta se vê corrompida, haja visto que o tráfico ilegal de animais silvestres é recor-

rente na sociedade brasileira. Nesse viés, torna-se crucial ressaltar os motivos des-

sa problemática, dentre os quais se destacam a geração de sentimento capitalista e a ineficiência governamental.

Na animação cinematográfica “Rio”, é ilustrada a captura da arara Blu por con-

trabandistas, que é levada para se juntar a outras aves que, posteriormente, serão vendidas, tendo que lutar pela sua liberdade. Fora da obra, essa situação está pre-

sente hodiernamente no Brasil devido a irracionalidade da sociedade extrativista, advinda historicamente desde a formação do país. Nesse contexto, a mesma por estar alienada aos lucros, acaba progredindo com essas atividades sem pensar nos prejuízos que ela está submetendo a natureza, que acaba correndo o risco de ex-

tinção de suas espécies e, consequentemente, a perda da sua biodiversidade.

Ademais, deve-se ressaltar a inércia estatal em relação ao combate dessas prá-

ticas ilegais. Dito isso, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem estar do país como um todo. Rompendo com essa perspectiva sociológica, é perceptível que o governo brasileiro não atua efetivamente para combater esse entrave. Logo, devido à falta da atuação das autoridades, os infrato-

res continuam indo contra ao pressuposto sobredito na Constituição, desrespei-

tando os limites do meio ambiente. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Portanto, vê-se a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Para is-

so, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela preservação am-

biental, aumentar a fiscalização, por meio do IBAMA, nas áreas de maior incidência desse crime. O Ministério da Educação, por sua vez, órgão responsável pela gestão educacional, por meio de palestras, deve mostrar a importância de preservar a fau-

na e flora brasileira nas escolas. Ambas as atitudes possuem a finalidade de conter o avanço da criminalidade e de conscientizar as futuras gerações.